domingo, 13 de maio de 2007

Arteira, né? Porque artista mesmo, só se for lá na casa do...

O texto em itálico a seguir não é indispensável, mas é bom pelo menos ler poucas linhas.



"Entra em exibição na Caixa Cultural do Rio de Janeiro nesta segunda, 7, a mostra "Tomie Gráfica", organizada para comemorar os cinco anos do Instituto Tomie Ohtake (SP). São 80 trabalhos da artista[?], realizados entre 1968 e 2005.Considerada uma das principais pesquisadoras do formato, Tomie utiliza-se da serigrafia e da litografia desde 1968 e, em 1987, passa a trabalhar com chapas de metal.Em 1997, destaca-se a série que fez com Haroldo de Campos, o álbum Yu-Gen, composto por doze trabalhos - imagens de Tomie e poemas de Haroldo - inspirados no Japão. Em 1999, desafia a bidimensionalidade do suporte, criando formas recortadas e montadas em vidro, transformando a gravura em objeto.A série mais recente (2005), em formato de 220 x 30 cm, foi criada para ocupar ângulos de 90 graus, ou seja, pode ser colocada verticalmente, no teto e parede, ou horizontalmente, na quina de duas paredes. A obra avança de uma parede a outra, expandindo seu tradicional espaço de ocupação.As gravuras de Tomie ganharam reconhecimento internacional a partir de 1972, quando foi convidada a participar da sala Grafica D'Oggi na Bienal de Veneza; além disso, participou da Bienal de Gravura de Tóquio, em 1974, tradicional mostra internacional da técnica."
[Fonte: UOL]



Agora vamos ao que realmente interessa: Que safadeza é essa? Uma velhinha japonesa me pega um pincel com tinta coral vermelho báltico, me passa sobre uma tela branca, e chama essa porcaria de arte? Desculpe-me o palavreado, minha senhora, mas isso nada mais é do que uma grande maganice[!]. Onde já se viu dizer que essa... Essa... Essa coisa! é arte?



O pior de tudo isso é que ela tem uma "justificativa" pra tentar fazer de todos nós, mais apedeutas do que já somos: "Agora tem muito... Arte contemporânea. Todo mundo fala muito, né? Mas isso não me preocupo não. Eu queria fazer meu arte, né?" (http://tvuol.uol.com.br/metropolis/2006/11/24/ult3850u480.jhtm)



Mas pode ter certeza de que eu acredito que ela não se preocupa muito. Aí você pode dizer que cada um tem seu gosto, que existe um modo diferente de ver as coisas, e que se olharmos a sete passos de distância a perspectiva diferente fará a obra por si só. Pois eu, se fosse você, ficaria a sete quilômetros de distância de mim quando fosse falar isso, pra não tomar uns bons tabefes.



A questão não é apenas chamar essas pinturas rupestres (por favor, peço mil desculpas pela infeliz comparação, homens de cro-magnon, neanderthal, e australopitecus!) de arte, mas sim comercializar essa enganação! Ah, você acha que ela não vende isso por um bom preço? Vamos confirmar num leilão de arte? Olha lá então: http://www.escritoriodearte.com/leilao/2006/agosto/Tomie-Ohtake-124.asp



É! Esse borrão vermelho, igual ao que eu fiz na parede do meu quarto aos cinco anos com tinta guache e tomei uma bolachas por ele, custa tudo isso (ah! se minha mãe soubesse, estávamos noutra)!



Quer saber, não devia estar reclamando. Pelo contrário, ela está certa, e eu estou errado. Vou entrar pro ramo da arte, porque estudar Direito não leva a lugar algum. Estudar feito um louco pra passar em um concurso e ganar mais de R$10.000 por mês? Estou louco! Mudei minhas pretensões agora mesmo.


Falando nisso, eu estou atuando como empresário um rapaz muito talentoso, que será o grande nome do abstracionismo informal desta década, com certeza. Ele é conhecido por R.Mahs, e exporá suas obras no MASP no mês que vem. Parte de suas obras estão separadas para leilão, incluindo esta peça ao lado que leva o nome de Meu próprio auto-retrato pessoal. Interessados, entrem em contato comigo. Lance inicial: R$17.100,00

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[!] falta de decoro, de respeito; vileza, indecência.




7 comentários:

Anônimo disse...

e ae se omitiu das criticas do texto anterior?




Mas esse ultimo foi bom mesmo. pura safadezaaaaaaaaa!!!!!!

Anônimo disse...

covaaaaaade

Zero disse...

E a velha nem se dignou, em 50 anos, a aprender a nossa língua... Fala sério.

Olha, eu aumento o lance do R.Mahs em R$ 100.000,00. Ok? /evil

[]'z

Anônimo disse...

Hahahahaha!
Verdade, né? Safadeza mesmo.


Estou curtindo esse blog, e indicando pra amigos que gostam de ler. E achei por caso, sorte, nas últimas atualizações do blogger!! Queria saber o que era apedeutismo :P
Bem legal, sr Apedeuta. :)

Anônimo disse...

Entender manifestações de arte é umdom que poucos compartilham. Aqueles que entendem, fazem questão de ter certas obras, pois sabem do seu real valor. Afinal, da vida não levamos nada além de suas memórias. E essas "imagens" não valem mais que mil palavras, mas sim mil pensamentos...

Anônimo disse...

Ah, Dante.. me perdoa.
Mas vão tomar no cu esses caras chatos ai de cima ¬¬

Enfim, essa velha é esperta, e nós , burros.
Tsc.. a cada dia mais me convenço que estudar é uma perda de tempo.

Anônimo disse...

E ai, Mano Brown? Firmeza?

Então, tem como me descolar aquele arquivo de EXILED que você desenvolveu? Manda pro meu e-mail: aoshi_sux@hotmail.com

Irei adaptá-lo para Storyteller (utilizando Mago: A Ascensão como base de regras) pra jogar com uns manos cyberpunks que conheci por aí. Você sabe, né... preciso suprir minha falta de internerd com algo e durante minhas andanças numa dessas palestras de Tecnologia (relacionadas a minha área de trabalho e estudo), trombei um grupo de fãs de Neuromancer e derivados.

Pode deixar que darei todos os créditos a você, aliás, se você quiser... posso até te convidar pra jogar, mas só me passa o arquivo e fica tudo na firmeza.

Um forte abraço,

Aoshi, o Imperador Otaku (exilado de sua pátria mas ainda vivo!)